|
Saída às 8:00hs da Marina Aratu.
Até 4 pessoas - pernoite.
Abastecimento a bordo completo: Combustível, água doce ,gelo, refrigerantes, cervejas, águas minerais);
1 garrafa de vinho branco-cortesia da tripulação;
Som a bordo( mpb, axé, samba, anos 80, 90 , classics rock´s)
LORETO (ao sul da Ilha dos Frades)
Tempo estimado 2:30h

CAPELA DE NOSSA SENHORA DO LORETO
A capela situa-se na Ilha dos Frades, em uma pequena ponta que avança para o boqueirão, por onde passam os saveiros e petroleiros que se destinam ao Recôncavo ou ao terminal de Madre de Deus. Notável implantação paisagística. A igreja está protegida das águas por um cais que serve para a atracação de pequenas embarcações. Não existem construções em sua vizinhança.
Edifício de notável mérito arquitetônico. Uma das mais graciosas e pitorescas igrejas baianas. Em sua fachada estão fixadas duas placas alusivas à construção e reforma da igreja. Na cobertura pode-se contar cinco coruchéus de grande porte. O altar atual é um arranjo de elementos neo-clássicos, provavelmente trazidos de outro local.

SALINAS DE MARGARIDA
Tempo estimado: 3:30h
Fica no continente, próximo à foz do Rio Paraguaçu. Lá pode se chegar navegando ou, a partir de Salvador pelo sistema ferry-boat, pegando-se depois a estrada de Itaparica até passar a Ponte do Funil, onde após alguns quilômetros, chega-se ao entroncamento de diversas localidades próximas á Salinas, como Cações, Pirajuía e Encarnação.
O local possui uma boa praia, com águas tranqüilas onde há um píer para embarque e desembarque, devendo os barcos ficarem fundeados ao largo. Para se chegar a Salinas, deixa-se a Ilha dos Frades por boreste e contorna-se a Ilha do Medo, navegando-se com cuidado devido à baixa profundidade.
Com uma temperatura anual em torno de 26ºC, Salinas de Margarida destaca-se dos grandes centros turísticos pela tranqüilidade, ótima comida e belíssimas praias, onde as grandes fontes de renda são o mar e o turismo. Ricos em religiosidade e folclore, seu povo comemora durante, praticamente o ano todo, dezenas de festas populares, destacando-se Nossa Senhora do Carmo (Padroeira da Cidade) e Senhor dos Navegantes (Festa do Pescador) acontecendo respectivamente em 16 de julho e 1º de janeiro.
Salinas é também ponto de parada de regatas que saem de Salvador, como a Regata de Salinas, onde velejadores e a comunidade desfrutam da Festa do Marisco, num grande evento no calendário da cidade.

BARRA DO PARAGUAÇU
Tempo estimado: 4:00h
O nome Paraguaçu é provavelmente derivado de paraguassú, que em tupi significa Mar Grande.
A Barra do Paraguaçu fica a 10 km do município de Maragojipe e situado na Foz do rio Paraguaçu. Trata-se de uma extensa fazenda de coqueiros, com praias desertas, desenhando um cenário de belezas naturais deslumbrante.
O fundeio é bom apesar da correnteza, onde aparecem normalmente muitos botos e golfinhos. Uma caminhada com a maré baixa, na direção contrária ao rio levará até a prainha do Tubarão e depois à Pedra Mole, uma falésia de onde sai uma queda de água doce.
Foi o primeiro ponto de atracação do navio (Navio Maragojipe) que, no passado, fazia o percurso para Maragogipe e Cachoeira, logo depois que atravessava a Baía de Todos os Santos e entrava no Rio Paraguaçu. O Forte de Santa Cruz, também conhecido como Forte da Barra do Paraguaçu ou Alemão, situado na margem direita do rio, está hoje reduzido a ruínas e tomado pelo mato.
RIO PARAGUAÇU
O rio Paraguaçu nasce na Chapada Diamantina e é tido como o maior responsável pela formação da Baía de Todos os Santos. Cascatas, cachoeiras e riachos também nascem desse exuberante e caudaloso rio baiano, que abriga também a maior regata em percurso do Estado: a Regata Aratu Maragojipe.
As suas margens contam boa parte dos capítulos da história da colonização onde atualmente encontram-se antigas ruínas de fazendas de engenho de açúcar e conventos. Resistente mesmo são os saveiros, especialmente os de vela de içar, que serviam como meio de transporte para as mercadorias entre os municípios de Nazaré, Maragojipe e Salvador, dentre outros.
Saindo de Salvador, a navegação direta rumo ao rio é feita em mar calmo e profundo, pelo centro da Baía de Todos os Santos a favor do vento. Para veleiros, o ideal é partir após a entrada da viração, que acontece por volta das 11h. As embarcações a motor podem sar mais cedo, aproveitando a ILHA DE ITAPARICA

ITAPARICA
Tempo estimado: 3:00h
Cercada de mar e recifes, com 28 quilometros de praias, uma bela vegetação tropical e um rico patrimônio cultural e natural. Assim é a ilha de Itaparca, a maior entre as 56 ilhas que pontilham a Baía de Todos os Santos, com 246 km2 distribuídos em dois municípios: Itaparica (35 km2) e Vera Cruz (211 km2), cuja a sede municipal é Mar Grande.
Vista de Salvador, a ilha faz parte da paisagem no horizonte e é um quebra-mar natural que abriga o interior da ilha.
Os tupinambás, tribo de índios antropófagos, foram os primeiros habitantes. O nome ITAPARICA vem do tupi e significa "cerca feito de pedras"' por causa dos arrecifes que contornam toda a costa da ilha. Uma segunda versão para o nome da ilha seria uma corruptela do chefe tupinambá Taparica, pai de Catarina Paraguaçu – primeira figura feminina brasileira a entrar para a história do Brasil.
O primeiro governador geral do Brasil, Tomé de Souza, doou a ilha em sesmaria ao primeiro Conde de Castanheira , em 1552. O principal historiador da ilha, Ubaldo Osório conta que Itaparica foi a primeira localidade do Brasil a funcionar como destino turístico.
Em 1553, 40 pessoas compuseram a comitiva de Tomé de Souza que visitou a ilha.
Durante a última invasão dos holandeses, os invasores chegaram a construir um fortim em frente à praia, onde fica o píer da marinha. No mesmo local, tempos depois, foi construída a fortaleza de São Lourenço, símbolo de bravura dos itaparicanos nas lutas pela independência da Bahia.
Em 1763, Itaparica é incorporada aos bens da Coroa e em 1788, por causa dos protestos dos herdeiros, a ilha foi entregue a Marquesa de Nísia. O desenvolvimento econômico chegou a Itaparica com a plantação da cana-de-açúcar, trigo, e criação de gado ainda no século XVI. Depois veio a pesca da baleia em escala industrial – a maior atividade econômica nos séculos XVII e XVIII. Antigos sobrados hospedaram, em curtas temporadas, os imperadores brasileiros D.Pedro I e D.Pedro II.
ACESSO
Itaparica fica a 45 minutos de Salvador – ou 14 km em linha reta – por mar, com os acessos facilitados por sua integração ao sistema ferry boat, que liga os Terminais de São Joaquim e Bom Despacho; ou por lancha catamarã com capacidade para 400 passageiros, que faz o mesmo percusso em 20 minutos; além das lanchas que saem do Terminal Turístico de Salvador para Mar Grande.
No Terminal de Bom Despacho, um sistema de transportes utilizando kombis, lotação e ônibus interliga as diversas localidades da ilha. A cidade de Itaparica fica a 12 km do Terminal de Bom Despacho
O Aeroclube da Bahia localiza-se na Ba. 001 km 13 – próximo ao povoado de Conceição. Este suporta a movimentação de aeronaves de pequeno e médio porte de até 50 passageiros
MORRO DE SÃO PAULO
Conhecido internacionalmente fica no extremo norte de Tinharé. É dividida em quatro praias, sendo as duas primeiras as mais badaladas. Outro atrativo é a chamada vila, que concentra bares, restaurantes a diversos tipos de artesanato de nativos e estrangeiros que adotaram Morro como cidade natal. Curiosamente, a vila também é conhecida como Brodway. Tomada de pontos turísticos as ruínas da antiga casa do capitão, o Farol e a Fonte Grande são imperdíveis.
Morro protegia a chamada "barra falsa da Baía de Todos os Santos" entrada estratégica para o Canal de Itaparica até o Forte de Santo Antônio (atual Farol da Barra);e o canal de Tinharé era essencial no escoamento da produção dos principais centros para o abastecimento da capital, Salvador. A importância geográfica da ilha durante o período colonial justifica a riqueza de monumentos históricos, hoje protegidos pelo Patrimônio Histórico Nacional. Em 1624, as águas de Morro chegaram a abrigar os navios que transportavam os efetivos comandados pelo holandês Johan Van Dorth, antes da sua entrada na Baía de Todos os Santos para conquistar a capital baiana.
(fonte-www.mardabahia.com.br)
GAMBOA DO MORRO
Fica dentro do arquipélago de Tinharé, localizada a 3 km do Morro de São Paulo pela praia. Gamboa do Morro tem hoje algumas das melhores praias de banho de Tinharé. A Vila de pescadores é o maior reduto de pessoal nativo da ilha e fornecedora de mão-de-obra para os diversos tipos de serviços em Morro, que é o polo turístico dessa região. Não tem a "badalação" do Morro, e por isso, a Gamboa é classificada como terra da Tranquilidade, ideal para descanso. Conta com um ancoradouro onde ficam ancorados diversas embarcações da região. Cuidado com as falésias de arenito na região, onde muitos barcos já ficaram encalhados.
GARAPUÁ
 
Fica a leste de Tinharé, quase em frente a Boipeba, é uma aldeia pequena. Com uma enorme quantidade de coqueirais, é parada obrigatória para quem faz o passeio de volta a Ilha de lancha ou de trator. Os recifes de corais da praia são um dos melhores lugares para mergulho da Ilha de Tinharé. Está localizada a aproximadamente 12 km de Morro de São Paulo.
CAMAMU
Terceira maior baía do Brasil, depois das baías de Todos os Santos e de Guanabara, a Baía de Camamu abriga uma variedade de ilhas. Com ventos constantes e águas fundas e calmas, oferece condições favoráveis para velejar e muitos pontos seguros para ancorar. A cidade fica à margem do rio Acarai. Curiosamente foi construída em “alta” e “baixa”, a exemplo de Salvador.
Camamu originou-se de um povoado fundado em 1561 pelos Jesuítas, chegando a ser o maior produtor de farinha de mandioca do Brasil. Rica, ela atraiu a cobiça de piratas e invasores. Em 1624 e 1627 a cidade sofreu vários ataques dos holandeses. Para se proteger de novas invasões, a população obstruiu a passagem para o porto com pedras enormes que ficaram até hoje, obrigando os barcos a ziguezaguear no canal para atingir o porto.
DICA: evite deixar a chave nos estacionamentos se for atravessar para Barra Grande.
Pontos notáveis:
Campinho: Fica a três quilômetros de Barra Grande. É bastante conhecido por abrigar a casa onde Antoine de Saint-Exupéry se hospedou na década de 30. O local já foi cogitado para ser a sede de um porto industrial, hoje em Ilhéus (Porto de Malhado). É um excelente ponto de mergulho. Atenção para a profundidade.
Sapinho e a Ilha do Goió: Seguindo baía adentro, chega-se ao povoado do Sapinho. Os manguezais são mais abundantes. Tem bares e restaurantes servindo peixes fritos, caranguejos, siris, lagostas e diversas moquecas regadas a azeite de dendê e muita pimenta. É parada obrigatória para quem faz o passeio de escuna pela baía. De frente para o povoado, separado por um pequeno braço de mar, a Ilha do Goió possui lindas praias desertas.
|